... em que estás dentro do carro, a ouvir Ornatos Violeta ao vivo e só te apetece chorar e nem sabes bem porquê.
Aquele momento em que vez um homem a pegar num saco de oferta para uma mulher, bem-parecido, vestido de fato e só te apetece chorar e nem sabes bem porquê.
30.8.12
25.1.12
13.12.11
14.10.11
Elogio da amizade
Há
pessoas que aparecem na nossa vida e nós nem sabemos muito bem
porquê. Há pessoas que desaparecem da nossa vida sem nós nunca
sabermos muito bem porquê. Nestes entretantos há as outras pessoas.
As que nos telefonam todos os dias só para saber se estamos bem, as
que nos gritam ao telefone verdades duras que precisamos de ouvir, as
que dão um abraço sem ser preciso pedir, as que choram quando nos
vêm chorar, as que dançam ao nosso lado até de madrugada, as que nos deixam os filhos nos braços sem medo, as que soltam gargalhadas quando dizemos disparates, as
que riem de nos verem sorrir, as que eram capazes de bater em quem
nos fizesse mal, as que nos levantam a voz quando estamos a
desatinar, as que nos levam para casa, nos seguram na cabeça e nos
deitam na cama, as que nos fazem o almoço, ou o jantar e estão ali
sem perguntar, as que nos elogiam, as que nos pedem conselhos, as que
nos ouvem e ouvem e ouvem e ouvem e nunca mostram enfado, as que não concordam connosco mas não nos viram as costas, as que
estão longe, mas conseguem estar tão perto, as que nos tiram de
casa porque sabem que é só isso que é preciso, as que nos
aparecem à porta com uma garrafa de vinho, as que nos enviam textos, vídeos e imagens só porque sim, as que nos levam a
passear, as que nos convidam para estar, não importa onde, nem
quando, as que nos amam incondicionalmente, estejamos
magras, gordas, deprimidas ou alegres, a trabalhar ou desempregadas,
com dilemas ou bem resolvidas, capazes de dar ou egoístas, borradas
de rímel, doentes com varicela ou vestidas de festa para arrasar. As
que nos amam pelo que somos, mas principalmente porque acreditam na
pessoa que ainda vamos ser. E essas pessoas andam aí. E são
pessoas assim que eu tenho e quero ao pé de mim.
12.10.11
Change is here to stay, my friends.
Change is something that presses us out of our comfort zone. It is
destiny-filtered, heart grown, faith built. Change is inequitable; not a
respecter of persons. Change is for the better or for the worst,
depending on where you view it. Change has an adjustment period which
varies on the individual. It is uncomfortable, for changing from one
state to the next upsets our control over outcomes. Change has a ripping
effect on those who won’t let go. Flex is the key. Even a roller
coaster ride can be fun if you know when to lean and create new balance
within the change. Change is needed when all the props and practices of
the past no longer work. Change is not comforted by the statement ‘just
hang in there’ but with the statement ‘you can make it’. We don’t grow
in retreat, but through endurance. Change isn’t fixed by crying,
worrying, or mental treadmilling. Change is won by victors not victims;
and that choice is ours.
Change is awkward -- at first. Change is a
muscle that develops to abundantly enjoy the dynamics of the life set
before us. Change calls own strength beyond anyone of us. Change pushes
you to do your personal best. Change draws out those poised for a new
way. Change isn’t for chickens. Change does have casualties of those
defeated. Change will cause us to churn or to learn. Change changes the
speed of time. Time is so slow for the reluctant, and yet it is a
whirlwind for those who embrace it. Change is more fun to do than to be
done to. Change seeks a better place at the end and is complete when you
realize you are different.
Change is measured by its impact on
all who are connected to it. Change is charged when you are dissatisfied
with where you are. Change doesn’t look for a resting-place; just the
next launching point. Change is only a waste to those who don’t learn
from it. Change happens in the heart before it is proclaimed by our
works. Change chaps those moving slower than the change itself. If you
can change before you have to change, there will be less pain. Change
can flow or jerk, depending on our resistance to it. Change uses the
power invested in the unseen to reinvent what is seen. Change is like
driving in a fog – you can’t see very far, but you can make the whole
trip that way.
Change is here to stay.
[porque nunca é demais ler este texto]
8.10.11
7.10.11
Don’t wanna lose
Don’t wanna lose you
Don’t wanna lose
Don’t wanna lose you
Don’t wanna lose
I never knew you
I never knew
I never knew you
I never knew
You bought .. to every shape
To cross the deeper on ..
Don’t wanna lose you
Don’t wanna lose
Don’t wanna lose you
Don’t wanna lose
.. with everyword
The more you ask me the more I ..
For the first time I never hide
I never dream for another man
Don’t wanna lose you
Don’t wanna lose
Don’t wanna lose you
Don’t wanna lose
My baby screamed
My face screamed without an emotion
In the darkness comes another
Another
Ordered by the .. the other the other
Don’t wanna lose you
Don’t wanna lose
Don’t wanna lose you
Don’t wanna lose
You never know how strong you are
until being strong
is the only choice you have.
[from The cool hunter ]
4.10.11
29.9.11
Os caminhos desapareceram da alma humana
Caminho: faixa de
terra sobre a qual se anda a pé. A estrada distingue-se do caminho não
só por ser percorrida de automóvel, mas também por ser uma simples linha
ligando um ponto a outro. A estrada não tem em si própria qualquer
sentido; só têm sentido os dois pontos que ela liga. O caminho é uma
homenagem ao espaço. Cada trecho do caminho é em si próprio dotado de um
sentido e convida-nos a uma pausa. A estrada é uma desvalorização
triunfal do espaço, que hoje não passa de um entrave aos movimentos do
homem, de uma perda de tempo.
Antes ainda de desaparecerem da paisagem, os caminhos desapareceram da alma humana: o homem já não sente o desejo de caminhar e de extrair disso um prazer. E também a sua vida ele já não vê como um caminho, mas como uma estrada: como uma linha conduzindo de uma etapa à seguinte, do posto de capitão ao posto de general, do estatuto de esposa ao estatuto de viúva. O tempo de viver reduziu-se a um simples obstáculo que é preciso ultrapassar a uma velocidade sempre crescente.
Antes ainda de desaparecerem da paisagem, os caminhos desapareceram da alma humana: o homem já não sente o desejo de caminhar e de extrair disso um prazer. E também a sua vida ele já não vê como um caminho, mas como uma estrada: como uma linha conduzindo de uma etapa à seguinte, do posto de capitão ao posto de general, do estatuto de esposa ao estatuto de viúva. O tempo de viver reduziu-se a um simples obstáculo que é preciso ultrapassar a uma velocidade sempre crescente.
[Milan Kundera, in "A Imortalidade"]
Foto daqui
28.9.11
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