19.3.08
11.3.08
6.3.08
Pandora - Cocteau Twins
O vídeo é estático, o som é dos piores, mas eu estou numa de "revival".
Música antiga, antiga... mas mesmo assim ainda gosto.
Não sei se pelas recordações boas que traz,
se por todas as coisas tristes que consegui deixar para trás.
Ponham os fones e fechem os olhos...
Música antiga, antiga... mas mesmo assim ainda gosto.
Não sei se pelas recordações boas que traz,
se por todas as coisas tristes que consegui deixar para trás.
Ponham os fones e fechem os olhos...
5.3.08
3.3.08
Medrosa
Entre as idas e as vindas tenho medo de te perder.
Para os outros. Para a morte. Para a vida.
Mas como é que se pode perder o que não nos pertence?
Para os outros. Para a morte. Para a vida.
Mas como é que se pode perder o que não nos pertence?
20.2.08
Patrick Wolf - Bluebells
Lucy, remember
The smell of that fall
The fires of fungus
And the rotting leaves
I fell off the wagon
Into your arms
Into this long month of sundays
And you were my husband
My wife, my heroin
Now this is our final December
Now deep in a forest
Losing all though of spring
And nothing can help me remember
And I'm going nowhere fast
A darker day has holed at last
Deep in a dream I set the calmness to spinning
And your love has come too late
Away from the garden gate
Wake me up when the blue bells are ringing
Now that it's over after all that we had
A river runs through the rafters down, down, down
Does it leave me sleeping? Dreaming only of spring
The phone rings out and I remember
But I'm going nowhere fast
A darker day has holed at last
Deep in this dream I set the calmness to spinning
And your love has come too late
Now wave to the garden gate
Wake me up when the blue bells are ringing
Ringing, ringing, ringing
Wanna hear them ringing, my love
Wanna hear them ringing
Ringing...
The smell of that fall
The fires of fungus
And the rotting leaves
I fell off the wagon
Into your arms
Into this long month of sundays
And you were my husband
My wife, my heroin
Now this is our final December
Now deep in a forest
Losing all though of spring
And nothing can help me remember
And I'm going nowhere fast
A darker day has holed at last
Deep in a dream I set the calmness to spinning
And your love has come too late
Away from the garden gate
Wake me up when the blue bells are ringing
Now that it's over after all that we had
A river runs through the rafters down, down, down
Does it leave me sleeping? Dreaming only of spring
The phone rings out and I remember
But I'm going nowhere fast
A darker day has holed at last
Deep in this dream I set the calmness to spinning
And your love has come too late
Now wave to the garden gate
Wake me up when the blue bells are ringing
Ringing, ringing, ringing
Wanna hear them ringing, my love
Wanna hear them ringing
Ringing...
4.2.08
ZOOt Woman - Taken it all
E o tributo continua. Há mais de 4 anos que os venero.
Se eu fosse uma música (not lyrics) seria esta!!
1.2.08
31.1.08
27.1.08
Mata-me a mim
Quase esperar a tua morte. Lenta. Mata-me a mim também.
Não saber se este ano chegas aos teus anos. Mata-me a mim também.
Assistir a tudo de braços cruzados e não poder fazer nada. Mata-me a mim também.
Cada pedaço que a doença te tira. Tira-me a mim também.
Queria substituir-te na dor, na tristeza e dar-te a minha vida também.
Cada menos que és, para mim és ainda mais. Serás sempre mais que todos.
E és mais que ela. E eu também.
Que ela não te vença. Que ela não te leve a ti.
Porque eu não quero que ela me leve a mim, também.
18.1.08
Baile
Soltas-me o centro.
Dás-me cócegas nos pés
e fazes-me cair.
Tenho dores por dentro,
que sabem bem,
e mil formas de acabar
este momento.
Volto-me e revolto-me,
presa no meu eixo.
Fixas-me o pensamento
até que suspire.
Giro no meu centro,
e solto,
o riso.
Dos meus pés
até ao chão.
16.1.08
15.1.08
Escolhas
Quando temos um par de calças que nos estão boas e nos são confortáveis, não significa que não olhemos para outras na loja. Acontece que um dia de tanto olharmos para as outras calças nas lojas, eventualmente um dia expeimentamos mesmo umas. Depois deste passo, das duas uma, ou estamos dispostos a pagar o seu elevado preço no momento ou vamos embora e decidimos pensar melhor no assunto. No caso de decidirmos pensar melhor, acontece uma de duas coisas, ou o par de calças novo acaba por nos sair da cabeça, ou pensamos nelas constantemente, vamos à loja e saímos de lá com elas, pagando o preço do imprevisto das novas e de ter de deixar as que nos estavam boas e confortáveis.
14.1.08
Os velhos do BA

Vendem animais de papel com línguas de fora, tiram fotografias a grupos e casais, vendem a solidão por um punhado de tostões e a próxima refeição por um copo de vinho. São os velhos que sobreviveram à prisão das vozes, à escassez de alternativas, à luta dos direitos. São os nossos antepassados com as memórias perdidas na rua. Os nossos lutadores abandonados de vida. Vagueiam sem forças pelos bairros antigos de Lisboa, e quando a cidade se enche de dia, tornam-se baços. Vagueiam de cobertor e sacos de plástico à procura de qualquer espaço onde se possam arrumar. São os nossos tapa-buracos e a quem desviamos a cara com o embaraço.
Até para os animais de rua olhamos com mais atenção.
10.1.08
Vamos ao fundo
Quando temos os pés e as mãos atados.
Odeio camisas. Brancas. Colarinhos.
Sufocam a voz.
Cintos, com buracos. Chapas.
Apertam o plexo da alma.
Saltos altos. De bico.
Dedos esterlicados.
Chumbo pesado.
Odeio camisas. Brancas. Colarinhos.
Sufocam a voz.
Cintos, com buracos. Chapas.
Apertam o plexo da alma.
Saltos altos. De bico.
Dedos esterlicados.
Chumbo pesado.
20.12.07
Writing
"Some people are driven to become writers because they have in them stories which must be told. Some people become writers because they have general creative urges which go unsatisfied by home life or office work. I think those things would be nice. But mostly I just want to get paid to stay up late and sleep late." Bart Stewart
13.12.07
My Moon My Man - Feist
My moon, my man's a changeable land
Such a loveable land to me
My care, my co-lead barber I know
There's nowhere to go but on
How honestly my beggar should be
The song's out of key again
My fools, my things
We're digging the things
If the candlelit page again
Take it slow
Take it easy on me
Shed some light
Shed some light on things
Take it slow
Take it easy on me
Shed some light
Shed some light on things
My moon and me
Not skirty swift bean
It's the dirtiest clean I know
My care, my co-lead barber I know
There's nowhere to go
There's nowhere to go
Take it slow
Take it easy on me
Shed some light
Shed some light on things
Take it slow
Take it easy on me
Shed some light
Shed some light on it please
My moon
The moon my man
My moon
The moon my man...
27.11.07
Gosto de ver-te passar
Anseio por ver-te passar
Mas eu não vou, não vou...
Adoro ver-te gozar
Quero ver-te gozar
Mas eu não estou, não estou...
Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz, eu páro
E recomeço com um ódio banal
Que não nos faça tanto mal
Que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas
Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz
Hoje não vamos falar,
Recuso a ouvir-me falar
Mas eu não sou, não sou...
Forte p'ra te conquistar
E tu queres ver-me gozar
Mas eu não estou, não estou...
Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz, eu páro
E recomeço com um ódio banal
Que não nos faça tanto mal
Que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas
Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz
Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz, eu páro
E recomeço com um ódio banal
Que não nos faça tanto mal
Que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas
Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz
Eu provavelmente morro com o fim da luta
Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz
22.11.07
POST Nº 100
Coincidência das coincidências, hoje decidi que este blog não ia ser mais assim. Assim, como quem tenta dizer as coisas, mas nunca se compromete muito, não aprofunda, não revela realmente aquilo que sente e que pensa. Estava a pensar nisto quando faço o login e adiro à secção de "criar mensagem" e reparo que tinha 99 posts publicados.
Coincidência ou não, vou com a minha decisão para a frente.
Não sei se é dos 30 anos, se é do mestrado, se é de conhecer e conviver com pessoas novas, se é de navegar mais na net, não sei o que é, se calhar é tudo junto, mas sinto um certo "despertar da mente", não no mesmo sentido do filme, mas no sentido de acordar para a estupidificação em que me deixei cair nestes últimos 4 anos. Sim, é isso mesmo: 4 anos. Uma eternidade que eu nem percebi a passar-me. E agora, com 30 anos olho para tudo o que me lamentei não fazer, e que acabei por não fazer mesmo. Por tudo o que não vi, não assisti, não li, não ri, não ouvi, não dancei, não comi, nao falei, não amei, não beijei, não vivi. Acordo de repente com a ansia de agarrar tudo de repente, de agarrar em 4 meses os 4 anos. Quero. Quero muito, mas não sei se ainda tenho forças.
Ouvia na sexta-feira passada, na rádio, uma conversa sobre pegar numa mochila e ir correr mundo, sem nada certo. Falava-se, às tantas, que há uma idade para isso, e que a predisposição de alguém com 40 anos já não é a mesma de alguém com 20. Não podia estar maisde acordo. Eu que estou no meio, tanto vacilo para um lado como para o outro.
Não sei se é coincidêcia ou não, mas ouvi isso na rádio ainda no outro dia e hoje fui parar a dois blogs muito interessantes, de duas pessoas que conheci num jantar. E confesso que foram um "WAKE-UP" para mim, exactamente assim, com letras garrafais, aos gritos.
Ninguém imagina, mas eu conto. Nunca descobri o que é que eu consigo fazer bem. Qual o meu talento, aquele que mais ninguém tem. Nunca descobri. Vivo com esta angústia há anos e cada vez me perturba mais, porque cada vez conheço mais pessoas talentosas e cada vez a minha não resposta se faz ouvir. Estou num processo muito complicado. Num processo em que acho que não sou capaz, não sou digna, não sou merecedora, em que me zango comigo, grito por não ter feito, grito por ter feito e fazer mal. E confesso que estes anos de violência doméstica sozinha deixam marcas. Não, não estou deprimida.
Estou aborrecida comigo. Chateada por não ter consegido fazer melhor com o tempo e as oportunidades que tive. Revoltada por me ter perdido algures. Pela força, que já tive e deixei fugir.
Isto é comigo e só comigo, ouviste?! Quando é que páras de ter pena de ti e fazes alguma coisa? Estou farta de ti assim! Sabes que tens essa força, só tens de a encontrar outravez. Não são as lamúrias que vão mudar isto. O momento tem de ser agora. Porque eu já não aguento mais nem eu me aguento mais tempo assim.
Não sei como vais fazer para lá chegar, mas tenta tudo. Sozinha ou acompanhada, em casa, na rua, mesmo aqui ao lado ou do outro lado do mundo. Mas tenta. Tenta tudo até esgotares todas as possibilidades. Amassa pão, cuida de crianças, vai para África fazer voluntariado, serve cafés em Itália, limpa as ruas em Paris, pinta quadros com as mãos, com os pés, faz croché, tricot, bolos e rebuçados de cores. Caça tesouros, mergulha, como sempre quiseste, atira-te de pára-quedas, ainda este ano, como sempre sonhaste. Faz o curso de design, o de rádio, cose a tua t-shirt com botões, canta num bar e faz um strip-tease.
Solta essas mãos e esse coração. Faz isso por ti e por mim, por favor, porque eu não aguento mais ver-me assim.
21.11.07
In two more years, my sweetheart, we will see another view
Such longing for the past for such completion
What was once golden has now turned a shade of grey
I've become crueler in your presence
They say: "be brave, there's a right way and a wrong way"
This pain won't last for ever, this pain won't last for ever
Two more years, there's only two more years
Two more years, there's only two more years
Two more years so hold on
X2
You've cried enough this lifetime, my beloved polar bear
Tears to fill a sea to drown a beacon
To start anew all over, remove those scars from your arms
To start anew all over more enlightened
I know, my love, this is not the only story you can tell
This pain won't last for ever, this pain won't last for ever
Two more years...
You don't need to find answers for questions never asked of you
You don't need to find answers
x2
Dead weights, balloons
Drag me to you
Dead weights, balloons
To sleep in your arms
I've become crueler since I met you
I've become rougher, this world is killing me
And we cover our lies with handshakes and smiles
And we try to remember our alibis
We tell lies to our parents, we hide in their rooms
We bury our secrets in the garden
Of course we could never make this love last
I said of course we could never make this love last
The only love we know is love for ourselves
We bury our secrets in the garden.
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