6.12.10
Vamos lá a ver se conseguimos ser 100 antes do fim-do-ano, está bem?
[se lerem isto com a cadência certa, vão perceber que rima. Sou uma pessoa muito dada à estética fonética, que fazer...]
Porque nem tudo se pode dizer no facebook II:
Se eu mandasse alguma coisa, sabem como é que eu resolvia a crise? Aumentava os ordenados das mulheres do país todo. E porquê? Mulheres com mais dinheiro, mais consumo, logo mais felicidade e mais circulação de moeda, menos zangas, menos divórcios, mais romantismo, mais consumo, menos zangas, mais felicidade, mais romantismo, logo mais crianças... Conclusão: mais progressão para o país.
3.12.10
Porque nem tudo se pode dizer no facebook:
"Podes tirar a pessoa da aldeia, mas não tiras a aldeia da pessoa."
"Incomodam-me os fantasmas do facebook, e são mais que muitos."
"Incomodam-me os fantasmas do facebook, e são mais que muitos."
26.11.10
Quem paracuca assim não é de vista curta:
"(...) Depois é esta treta do orçamento de estado. Ora vamos lá a ver, eu, burra que nem um calhau com olhos, entendo menos do que zero de macro economia. Não sei, nem quero saber, como é que se governa um país. Agora não aceito a culpa que me querem emprestar. Ah e tal temos todos que fazer um sacrifício porque há meia dúzia de anormais que esgotaram a receita. Vamos lá viver todos um bocado pior porque estes gajos têm às costas um milhão e cem mil derrapagens orçamentais mais uma má gestão de trinta anos de governação centrista. Ai que agora vou eu pagar o caracinhas dos submarinos que serviram para enriquecer não sei quem que vai continuar em liberdade. Ora ide todos à merda. A culpa não é minha. Não quero pagar. Recuso esse ónus. Tenho outros no currículo e na consciência mas desse juro que sou inocente. Quero pagar sim mas se os culpados forem presos. É esta a minha condição.
Posto isto, resta-me ir ali ao lado bater com a cabeça na parede."
[texto da autoria de Paracuca]
25.11.10
Gosto tanto tanto tanto deste look
Que só por causa disso vou já perder 10 quilos, crescer 15 centímetros e pintar o cabelo de loiro.
E depois, claro, compro o outfit.
E depois, claro, compro o outfit.
19.11.10
Se os ses não fossem daqui.
Se eu fosse de outro país, de outra cidade, de outra origem, seria tanta coisa. Se eu fosse, seria outra. Se nascesse noutro ambiente, com outros pais seria quem, como e porquê? Estaria aqui porque este era mesmo o meu caminho, ou no outro lado do mundo a fazer o que a outra metade da minha alma me pede para fazer. Não pode ser. Não pode ser só isto. Isto é pouco demais para ser só isto. Desepero na esperança de ver que não pode, que vai acontecer uma vida fabulosa pela minha frente. Daquelas vidas que fazem história, que marcam os outros, uma geração. Não sei que talentos ainda escondo, que coisas posso revelar os outros, mas urge a descoberta, a fusão do eu que nasceu aqui com o eu que se sente puxado pela outra cidade, pelo outro espaço, que sabe que poderia ter sido muito mais se lhe tivessem dado ao menos essa oportunidade para ser. Ao nascer.
18.11.10
14.11.10
As minhas pessoas
As minhas pessoas são poucas e no entanto são tantas. As minhas pessoas por vezes estão loucas, tontas, tristes e noutras estão calmas, certas, justas e sanas. As minhas pessoas são diversas, são por vezes a minha razão, a minha orientação, a minha outra perspectiva, o meu auto-conhecimento, o meu espelho. São o meu colo, o meu ouvido, o meu coração. As minhas pessoas são tudo, porque conseguem ser tantas, sendo tão poucas. Porque não são minhas, sendo, porque não sou delas, querendo ser. São pessoas como eu, que choram também, e anseiam e entristecem-se. Que têm falhas e erram e gritam e dizem palavrões. Que desesperam, que se perdem, que não se esquecem. Que magoam, que custam, que doem, mas que perdoam, que pagam e que curam.
Essas são as minhas, as que escolhi, ou não. As que tenho e que quero manter. Cada uma tem um nome, uma cara e um lugar. Um lugar onde pouca gente consegue entrar, mas onde estas pessoas, mais do que conseguirem entrar conseguiram ficar.
[às amigas]
11.11.10
Do trabalho
Estou no processo de digestão da minha não viagem a Londres. Uma viagem que demorei a decidir fazer, que quando decidi comprei bilhete com um tempo de dois meses ainda de espera, mas que ansiei a cada dia que passou. E foram passando e aproximando e eu sem saber se sempre ia ou não. Estou profundamente arrependida e a tentar lidar com a minha decisão de ter cancelado uma viagem que tanto desejava, que tanto precisava, por causa de trabalho. Para já não falar do dinheiro que perdi. E isto leva-me a pensar em todo os jantares que faltei, às saídas de amigas que não consegui ir, aos cinemas desmarcados, aos cafés no Chiado eternamente adiados, aos concertos falhados, às férias adiadas, aos fins-de-semana estragados. Isto leva-me a pensar na quantidade de vida que deixei por viver para estar a trabalhar, para garantir o meu, sim, mas para dar a outros a enriquecer, com pedaços da minha vida a perder. E para quê? Para ter sido irrelevante no momento de libertar peso no barco, ser a primeira a ir borda fora. Para quê? Para não ter tido nenhum tipo de consideração. E como a vida me ensina, e ensina bem, as histórias tendem a repetir-se, a não ser que nós façamos alguma coisa de diferente. E eu aprendi que não vivo para trabalhar, mas trabalho para viver e é essa a minha prioridade. Por isso vou dar a volta à minha vida, se ainda quiser ter alguma. Ah, e o nariz tende a crescer com a idade. Quanto mais depressa vivermos mais depressa ele vai começar a ficar maior.
5.11.10
Abandonei este blog às moscas. Sem explicação prévia, ou posterior, desliguei-o. Já nem a minha barra de internet o reconhece quando começo a escrever "ch". Tudo se deve a uma mudança de dever. E depois também de vontade de escrever, e ainda penso eu que escrevo (...) ou que virei a escrever um livro ou assim qualquer coisa. Quanto muito um punhado de folhas amchucadas que alguém encontrará espalhadas pelo chão de um escritório já inutilizado, que concentra o cheiro misto de alimento e cigarro. A escrita de antigamente já não volta, a pessoa que a escrevia já não volta. Já não tem os mesmos gostos nem vontades. Já não sabe muita coisa e ficou a saber outras tantas. E no meio das coisas que já não sabe, acha que já não sabe escrever.
3.11.10
Da espera
"É a altura de escrever sobre a espera. A espera tem unhas de fome, bico calado, pernas para que as quer. Senta-se de frente e de lado em qualquer assento. Descai com o sono a cabeça de animal exótico enquanto os olhos se fixam sobre a ponta do meu pé e principiam um movimento de rotação em volta de mim em volta de mim, de ti " (...)
[Luiza Neto Jorge]
14.10.10
E é assim que se chega aos 33.
Depois destes últimos 365 dias, em que a minha vida deu uma volta de 180º e afinal parece que foi parar ao mesmo lugar sou assolada por lembranças de há um ano atrás. De como errei em tantas situações, de como fui injusta, impaciente e intransigente. De como dos sonhos às forças vai um quilómetro de distância, de como soluções de pacote prontas em 5 minutos podem dar uma azia de largos meses. De como tudo muda em poucas horas, de como somos responsáveis pelas nossas acções e decisões, ou não-decisões, uma forma cada vez mais comum de se estar. Há 365 dias atrás não estava feliz, nada feliz. E hoje, depois de tudo o que aconteceu, depois de tudo o que mudou não sei se poderei retirar a negação da frase anterior. Parece-me que estou mais ou menos na mesma, mas só um ano mais velha.
1.10.10
28.9.10
27.9.10
26.9.10
25.9.10
Da partida
As partidas custam-me. Seja eu a ir ou a despedir-me dos que vão. As partidas estão intimamente ligadas às mudanças, e eu não lido muito bem com estas. Este ano já tive várias e os que me rodeiam também. Hoje mais uma pessoa amiga muda de casa, desta feita para fora de Lisboa. E se antes vivia perto de mim, tão perto que era só atravessar a rua, agora vai para uns quantos quilómetros e eu tenho medo. Tenho medo da largada e da fugida. Tenho medo que as coisas se percam, tenho medo das minhas aflições a horas impróprias e de ela não estar ali. Tenho medo do que a distância possa fazer por nós.
Estes últimos doze meses tenho-me tenho-me visto a braços com as minhas mudanças e assistido às dos outros: cinco nascimentos, três funerais, um casamento e três mudanças de casa. Ainda bem que o saldo dos momentos felizes consegue superar o dos menos bons. Todas estas situações são uma partida, um deixar um lugar que se conhece, uma forma de estar confortável, e partir para outra. Outra coisa qualquer. Todos partiram. E eu espero pelo grito, para ter a minha partida, largada e fugida.
Estes últimos doze meses tenho-me tenho-me visto a braços com as minhas mudanças e assistido às dos outros: cinco nascimentos, três funerais, um casamento e três mudanças de casa. Ainda bem que o saldo dos momentos felizes consegue superar o dos menos bons. Todas estas situações são uma partida, um deixar um lugar que se conhece, uma forma de estar confortável, e partir para outra. Outra coisa qualquer. Todos partiram. E eu espero pelo grito, para ter a minha partida, largada e fugida.
24.9.10
Coisas fúteis de Outono a caírem que nem folhas.
19.9.10
As palavras são armas.
São facadas que escorrem. São tinta com dor.
As palavras são armas.
São golpes que furam. São cancros que duram.
As palavras são armas.
São murros sem punho. São créditos sem dono.
As palavras são armas.
São tiros certeiros. São a ferida noutro umbigo.
15.9.10
Lido algures:
Um cais tem sempre dois sentidos. O que vai e o que vem.
Um cais perde todo o sentido se não embarca ninguém.
9.9.10
Máximas:
I'm half the person i used to be.
Sou uma pessoa que tem pressa na vida.
Não adianta varrer o lixo, se depois o vais deixar à porta.
6.9.10
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