28.9.10
27.9.10
26.9.10
25.9.10
Da partida
As partidas custam-me. Seja eu a ir ou a despedir-me dos que vão. As partidas estão intimamente ligadas às mudanças, e eu não lido muito bem com estas. Este ano já tive várias e os que me rodeiam também. Hoje mais uma pessoa amiga muda de casa, desta feita para fora de Lisboa. E se antes vivia perto de mim, tão perto que era só atravessar a rua, agora vai para uns quantos quilómetros e eu tenho medo. Tenho medo da largada e da fugida. Tenho medo que as coisas se percam, tenho medo das minhas aflições a horas impróprias e de ela não estar ali. Tenho medo do que a distância possa fazer por nós.
Estes últimos doze meses tenho-me tenho-me visto a braços com as minhas mudanças e assistido às dos outros: cinco nascimentos, três funerais, um casamento e três mudanças de casa. Ainda bem que o saldo dos momentos felizes consegue superar o dos menos bons. Todas estas situações são uma partida, um deixar um lugar que se conhece, uma forma de estar confortável, e partir para outra. Outra coisa qualquer. Todos partiram. E eu espero pelo grito, para ter a minha partida, largada e fugida.
Estes últimos doze meses tenho-me tenho-me visto a braços com as minhas mudanças e assistido às dos outros: cinco nascimentos, três funerais, um casamento e três mudanças de casa. Ainda bem que o saldo dos momentos felizes consegue superar o dos menos bons. Todas estas situações são uma partida, um deixar um lugar que se conhece, uma forma de estar confortável, e partir para outra. Outra coisa qualquer. Todos partiram. E eu espero pelo grito, para ter a minha partida, largada e fugida.
24.9.10
Coisas fúteis de Outono a caírem que nem folhas.
19.9.10
As palavras são armas.
São facadas que escorrem. São tinta com dor.
As palavras são armas.
São golpes que furam. São cancros que duram.
As palavras são armas.
São murros sem punho. São créditos sem dono.
As palavras são armas.
São tiros certeiros. São a ferida noutro umbigo.
15.9.10
Lido algures:
Um cais tem sempre dois sentidos. O que vai e o que vem.
Um cais perde todo o sentido se não embarca ninguém.
9.9.10
Máximas:
I'm half the person i used to be.
Sou uma pessoa que tem pressa na vida.
Não adianta varrer o lixo, se depois o vais deixar à porta.
6.9.10
31.8.10
13.8.10
Dos planos
Quando em Outubro fiquei desempregada olhei para a situação como uma oportunidade, com um sentimento de alívio, alguma esperança e preocupação q.b. Prestes a juntar os meus pertences com os da cara-metade e a mudar de estilo de vida, as circunstâncias vinham contribuir para o processo de mudança. Eram os planos e iam manter-se. Olhei para o tempo que me estava a ser dado como uma benção, um momento para recuperar o fôlego da azáfama habitual da minha vida, para depois poder lá voltar mais retemperada.
O mundo era meu. Desde ir para África tratar de elefantes bebés, a aprender shiatsu, fazer um curso de fotografia, estudar linguas, ir a Madrid passear, escrever um livro, renovar a minha casa, costurar a minha roupa, ir mais vezes ao ginásio, andar de patins, tudo era um mundo de possibilidades. Os planos, eram imensos, tal como era imensa a minha vontade de aproveitar o tempo que me estava a ser dado. Mas não. Dizem que a vida acontece enquanto estamos demasiado ocupados a fazer planos para ela. Eu gosto desta frase: a vida acontece.
E um dia olhei e já não havia a cara-metade, porque já não havia porquê, os meus pertences continuavam no mesmo lugar, a ida a África só em desejo, pois a força tinha dias que mal me deixava sair da cama, quanto mais cuidar de outros. Os cursos ficaram-se pelas ginástica de línguas, o desporto e a vontade também ficaram a olhar para mim e a engordar-me em casa, e a casa ainda está a meio da renovação. Tal como eu. Vou a meio de um caminho que não sei onde nem quando acaba, mas é o caminho que a vida me está a levar. Vou sem mochila, sem mapa e sem lanterna, mas esta viagem do imprevisto, apesar de mais tortuosa, tem-se revelado mais honesta do que a que levava, já traçada.
O mundo era meu. Desde ir para África tratar de elefantes bebés, a aprender shiatsu, fazer um curso de fotografia, estudar linguas, ir a Madrid passear, escrever um livro, renovar a minha casa, costurar a minha roupa, ir mais vezes ao ginásio, andar de patins, tudo era um mundo de possibilidades. Os planos, eram imensos, tal como era imensa a minha vontade de aproveitar o tempo que me estava a ser dado. Mas não. Dizem que a vida acontece enquanto estamos demasiado ocupados a fazer planos para ela. Eu gosto desta frase: a vida acontece.
E um dia olhei e já não havia a cara-metade, porque já não havia porquê, os meus pertences continuavam no mesmo lugar, a ida a África só em desejo, pois a força tinha dias que mal me deixava sair da cama, quanto mais cuidar de outros. Os cursos ficaram-se pelas ginástica de línguas, o desporto e a vontade também ficaram a olhar para mim e a engordar-me em casa, e a casa ainda está a meio da renovação. Tal como eu. Vou a meio de um caminho que não sei onde nem quando acaba, mas é o caminho que a vida me está a levar. Vou sem mochila, sem mapa e sem lanterna, mas esta viagem do imprevisto, apesar de mais tortuosa, tem-se revelado mais honesta do que a que levava, já traçada.
5.8.10
E é isto
"Pior do que a convicção de que estás melhor sozinho,
é a convicção de que o outro está melhor sem ti."
[menina limão]
*thanks
é a convicção de que o outro está melhor sem ti."
[menina limão]
*thanks
22.7.10
20.7.10
15.7.10
1.7.10
30.6.10
27.6.10
19.6.10
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