16.9.08

Silêncio

Por favor cala-te. Calem-se todos. Deixem o silêncio falar, que eu preciso de o ouvir. Hoje mais do que nunca, não me posso deixar adormecer e ele mantem-me acordada. Por favor desliguem os motores, baixem os estores com cuidado, fechem as portas com vagar, que eu preciso do silêncio para acordar. Escuto o que me diz, sem um pio, sem um som, sem ruído, sem contestar. Com toda a razão, tamanho é o etéreo de uma massa vasta, vazia de agudos e de graves, tamanho o alcance que pode ter quando não tem nada para dizer. Entra devagar pelas frechas das portas, pelos buracos das fechaduras, às costas de um gato, entra devagar e instala-se num canto. Ele sabe esperar. E quando tudo se cala, quando eu preciso, ele sim, começa a falar.

5 comentários:

Ana T. disse...

Em primeiro lugar, obrigada pela visita, pelo comentário e pelo link.
Depois, devo dizer que me identifiquei bastante com este texto sobre a necessidade do silêncio. Às vezes, sinto a falta dele se bem que a sua ausência se deve a uma vida cheia de pessoas e circunstâncias verdadeiramente imprescindíveis.
Beijos
Ana

Jorge Bicho disse...

Onde andas T?

Preciso que passes na minha casa. tenho falta das tuas palavras.
bjos

JB

T disse...

Ohh Jorge, que saudades de saber de ti!

Vou visitar sim senhor. Já hoje ;)

Sara M. disse...

ufff.. q texto. gostei.
e, por vezes, tb preciso do silencio. momentos em q os pensamentos andam a mil ou a 10. momentos meus.

*

T disse...

Obrigada Sara.
Já te vou espreiar também.

Fica bem