17.6.09

As palavras que sempre odiarei [1]


Há palavras que, embora façam parte do nosso Dicionário da Língua Portuguesa, e mesmo assim devem ter pago para lá poderem estar, deviam servir só de efeite decorativo e não para uso colectivo. Porque há palavras, que não sendo feias na sua escrita, o são no significado ou na fonética. Uma dessas palavras, a causadora deste post, e uma das que está no top cinco das que mais odeio é: requinte, cujo significado segundo o priberam é:
1. Apuro, perfeição meticulosa e exagerada. 2. Quinta-essência; o mais alto grau; exagero.

Ora, pois nem no seu significado esta palavra se safa. Porque, convenhamos, exageros e perfeições meticulosas é coisa de gente desequilibrada ou obsessiva (ahahah). E depois por muito bom que até possa ser o seu significado, empregue numa frase bem construída, requinte é uma palavra que soa tão brega, tão wanna be, que só me dá vómitos. Mais ainda quando vem um briefing de um cliente, a pedir uma "coisa com mais requinte", é nessa altura que me apetece puxar do xaile nazareno, calçar umas chanatas e esfregar-lhes a cara numa cesta com restos de sardinha, para ver se perdem a mania dos "requintes".

5 comentários:

Marianne disse...

Eu, projecto de copy, me confesso: no meu negócio (ou melhor, na minha área de negócio) a palavra "requinte" tem honras de palavra muito usada. Não é usada por tudo e por nada, em todo o lado e mais algum, mas há casos em que tem mesmo que ser. E não desgosto. É wannabe, sim, mas que fazer? O cliente gosta... (e vai na cantiga!)...

Smokin' Han disse...

É mudar a fonte de "Arial" para "old century gothic" et voila!!!

Tens todo o requinte do mundo!!

Em vez de um pantone espartano usas um pantone "a-là-Taveira" emais uma vez é requinte aos molhos...

T disse...

E este texto ainda vai ser "retocado"...que se me deu aqui umas fervuras na cabeça enquanto fazia Pilates... daqui a nada, daqui a nada actualização a este post.

triss disse...

De facto "requinte" não é das melhores palavras, mas há piores...

Celeste disse...

Anota aí, Requinte também era um café-meio-tasca em Coimbra. Ou é, eu é que já não sei!

:)

Beiji*